terça-feira, agosto 01, 2017

Palavras

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Se você fala mal de alguém pra mim, certamente fala mal de mim pra alguém.
O que você diz dos outros diz ainda mais de você.
jmafits
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quinta-feira, abril 13, 2017

Autoconhecimento

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"Oh! tu, que desejas sondar as profundezas da natureza, tem presente, seja quem fores.
Se não encontrares em ti mesmo o que procuras, tampouco haverá de encontrar além.
Se desconheces as maravilhas da tua casa, como pretender alhures outras riquezas?
Em ti - e somente em ti - acha-se oculto o tesouro dos tesouros.
Por isso, oh! homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e a divindade.”

Sócrates
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domingo, junho 19, 2016

Palavra

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Uns escutam e veem com a naturalidade dos simples, outros amam os sentidos, aprisionam-se no mundo das formas e nos limites das próprias razões.
O mundo é impregnado - mais e mais saturado - de meias verdades.
O relativismo - absolutista - determina a banalização de crenças consagradas, e a miscelânea de pontos de vista, que impõem a aceitação das divergências, é a mesma que estimula a liberalidade e a degenerescência,  reprime a percepção do espírito e amplifica a intransigência, ao mesmo tempo em que alimenta o egoísmo, estimula o ódio, a segregação e os eternos conflitos humanos.
Ah! Herança ignorante e cruel, que faz o homem permanecer alheio à sua essência e ao verdadeiro e real sentido que tudo tem.
Ignorar, em verdade, é desconhecer - ou não querer saber, mas apenas viver no faz de conta que a vida faz crer.
Como ser indiferente, sem busca ou anseio de entender o que é ser e estar, aqui e agora, a girar nessa esfera equilibrista infinitamente além?
A palavra escrita prescinde de interpretação, mas não de entendimento, porque, além das letras conjuntas, há um sentido único, que ecoa - ou deveria ecoar solenemente - nos corações.
“Não ameis o mundo nem o que nele existe. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele, porque tudo o que há no mundo: as paixões da carne, a cobiça dos olhos, a soberba da vida e a ostentação dos bens não provém do Pai, mas do mundo. Porém, o mundo passa, assim como sua volúpia, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.”
1 João 2:15-17
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segunda-feira, abril 04, 2016

Metafísica

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Muito se fala, escreve e publica - na web - sobre metafísica, como se filosofia ou parte dela fosse.
Citam-se Aristóteles, Platão e Descartes, apegam-se a discussões inúteis, à etimologia e às diversas formas de tratá-la no decorrer da história, como se se pudesse dividir o indivisível e como se disso tratasse ou dependesse a Verdade.
Me remete a Fernando Pessoa, nos versos de Álvaro de Campos:
"Come chocolates, pequena; come chocolates! Olha que não há mais metafísica no mundo do que chocolates. ... Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!"  
É triste(?) ver como a mente humana é impregnada de distorções culturais - pessoais, ao pretender, pela razão, definir, explicar e fazer compreender o que está muito além do tangível e do imaginável.
Teorias rebuscadas e complexas tratam da criação do universo e da evolução das espécies - dentre tantas, as quais tornaram-se verdades científicas absolutas, pela necessidade humana de tudo explicar, de forma a fazer sentido, e pela incapacidade de perceber - simplesmente - que o ser humano é muito mais do que o corpo que se pode ver e que, em realidade, é apenas o instrumento físico de condução do Espírito neste espaço-tempo. 
A visão alcança o infinito?
O amor de fato existe?
E a fé, o que é?
A percepção suprimida no nascedouro torna humanos “semelhantes”, no mais raso entendimento de ser.
Acho graça(?) daqueles(as) que se atrevem a discorrer sobre metafísica, quando nem do mundo físico - e da sua singela e própria humanidade - conseguem entender.
Conhecer a alma e a sua infinitude é o primeiro passo para a compreensão - e aceitação - da eternidade como algo real e permanente, vida, que não finda - absolutamente - mesmo quando o corpo já sequer existe.
Cultura não é educação, sentimentos são distintos de emoções, conhecimento está longe de ser sabedoria e razão muito aquém da consciência.
Somos humanos apenas na aparência, porque em essência somos divinos, ainda que não se pense ou acredite.
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quinta-feira, setembro 10, 2015

Escolhas

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Os caminhos do mundo são vários e distintos e diversas as maneiras de caminhar.
No mundo vale a atenção presente e a consciência permanente na escolha das realizações, essenciais e diferenciais da condição e da existência.
A condução se faz pelos pensamentos, que mostram quem somos e aonde estamos, de acordo com os conceitos e crenças que orientam a direção, o objetivo e o sentido do único caminho que, afinal, há.
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sexta-feira, agosto 28, 2015

Banalização

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O $istema é herético e a sua estratégia – dissimulada e óbvia – é conflitar - interesses, expandir território e congregar infiéis imbuídos do prazer de embaraçar, confundir, iludir, segregar, aterrorizar ou eliminar o oponente – eu, tu e nós.
O modelo é padrão e requer envolvimento humano: tomar partido, defender ideias, vestir camisas, levantar bandeiras – segmentadas, globalizadas e equivocadas – e, também, pegar em armas e fazer justiça(?) – com as próprias mãos.
São todos contra todos – em tudo – e quem pode mais chora menos – ou ri.
Desunida é a raça humana desde Adão – aumentada em número, gênero e grau.
A escolha de provar do fruto do conhecimento, pela induzida curiosidade de experimentar o diferente e proibido e, ao mesmo tempo, alcançar – cobiçosamente – a sabedoria Divina, garantiu ao homem a ciência do bem e do mal – momento em que o Absoluto tornou-se dual e a Verdade foi submetida às próprias razões e às dissensões inerentes ao exercício de juízos de valor.
O rompimento da comunhão com Deus consagrou o livre-arbítrio e a morte, a partir de quando o homem passou a caminhar por si e a fazer as próprias escolhas – literalmente por sua conta e risco.
Por isso, é pessoal a liberdade e a correspondente responsabilidade sobre a única escolha possível entre duas opções reais: a porta estreita – da Vida em Unicidade com o Absoluto; ou o caminho largo – das ilusões, prazeres e males do mundo, demoníacos forma, pretexto e objetivo de atração e dominação de egos e almas.
A imensa maioria desconhece, desacredita e pergunta:
Aonde está o seu Deus, que nada faz pela humanidade e pelo planeta que Ele mesmo criou?
Há dois mil anos se fala da vinda do Cristo e – hoje – quem pode crer?
Esse é o exato e clarividente objetivo do $istema:
1. Fragmentar a Verdade – para comprometê-la;
2. Mistificar a fé – para inutilizá-la; e
3. Dispersar as ovelhas – para manter o poder.
Isso está feito!
Homens sem Deus desvirtuaram a mensagem e edificaram igrejas de pedra – carentes do Seu Santíssimo Espírito.
Ideologias pagãs fundamentaram, diversificaram e expandiram a Babel aos tempos modernos: Era das vaidades e das inverdades, de todos os contrastes e das crescentes fobias, da sedução pela aparência e pela cobiça, e da ignóbil e repreensível comercialização da fé, apostasia no grau máximo de vazio espiritual, preenchido pelas mais repugnantes mazelas humanas.
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“E, por causa da multiplicação da maldade, o amor das pessoas esfriará.”  Mateus 24:12.
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O sutil, eficaz e cotidiano processo de banalização – dos conceitos morais aos comportamentais – subverteu valores, perverteu mentes, corrompeu almas, esfriou corações e desprezou a Vida, resultantes da substituição do essencial por acessórios vãos, que subtraíram do homem o seu real valor e a sua verdadeira razão de existir.
A difusão da “obra” incumbe ao Quarto Poder – de fato; o iníquo que mobiliza e direciona massas – conforme a onda. Como droga age, causando dependência psíquica, com comprometimento do estado de isenção e degeneração do sistema autônomo do pensamento, cujo resultado, alienante, estimula o individualismo, alimenta o apego, desperta a ambição e induz à mentira, ao erro e ao – inevitável – tropeço.
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O Espírito Santo de Deus, em cumprimento da palavra Sagrada, manterá a comunhão do rebanho acima das adversidades e dos obstáculos dos caminhos percorridos nestes quase dois mil anos desde a Sua partida.
A Verdade é perfeita e eterna e serve a todos àqueles que se disponham a aceitá-la e a vivenciá-la... de coração.
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“E, havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra.”  Apocalipse 6:7,8
...
“E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?" Apocalipse 6:9,10
...
“E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, a lua tornou-se como sangue e as estrelas do céu caíram sobre a terra, ...” Apocalipse 6:12,13
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O relógio profético aponta o tempo dos tempos.
Olhai, vigiai e orai.
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terça-feira, agosto 11, 2015

Presente

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“Irmãos, rogo-vos pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e pela nossa reunião com Ele.
Não vos movais do vosso entendimento e nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se o dia de Cristo estivesse já perto.
Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque tal não ocorrerá sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus e se assentará, como Deus, no Seu templo, querendo parecer Deus.
Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco?
E agora vós sabeis o que o detém, para que, a seu próprio tempo, seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera. Somente há um que agora o retém, até que do meio seja tirado, momento em que será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da Sua boca e aniquilará pelo esplendor da Sua vinda.
A esse, cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça, para os que não receberam o amor da verdade para se salvarem. E, por isso, Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam na mentira e para que sejam julgados por não crerem na verdade, antes tiveram prazer na iniquidade.”  Tessalonicenses 2:1-12
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segunda-feira, junho 01, 2015

Sombra

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A quem se disponha a mudanças.
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*Link do filme "O Efeito Sombra" abaixo da lua cheia... no blog.
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sexta-feira, setembro 19, 2014

Autoconhecimento

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O que fazer para romper padrões de pensamento e a inércia e reformular o que se acredita ser e viver?
Autoconhecimento – riqueza profunda e infinita, conhecimento de Si e da Consciência Criadora de tudo o que há.
A obra humana – corpos e mentes pensantes, autônomos e livres - é perfeita!
Livre-arbítrio é a capacidade de poder/saber escolher – e do consequente exercício da realização no mundo.
Evolução é aprendizado – e tudo aqui é aprendizado (ou lembrança).
Podemos deixar o ego conduzir a mente – e o corpo  e viver do apego a formas e crenças do mundo dos homens ou resgatar a herança do amor, razão única da nossa existência, aqui e além.
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quarta-feira, novembro 20, 2013

Ambição

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Ter. Manter. Poder.
A ambição faz o homem lobo do homem.
Torna-o desumano. Estigmatiza o semelhante, corrompe, submete, mata.
Não há em todo universo sentimento mais perverso, conflituoso e tirano.
Quem concedeu ao homem tal desvirtude?
Quem disse ser necessário tê-la e perpetuá-la?
Ah! Homens do meu tempo! Porque manter em si o mal que só tragédia traz?
Como cegar às evidências dos transtornos que ela causa, dos dissabores cotidianos impostos a muitos, por uns que acreditam que ter seja mais importante que ser.
Ambição, irmã da hipocrisia. Faz querer crer que há homens superiores e inferiores, escolhidos e abandonados, capazes e incapazes, ricos e miseráveis.
Até quando a humanidade se mostrará cega à ilusão que destrói os mais nobres valores e vem transformando em inferno o paraíso criado para sua experiência em corpo e alma.
A história da humanidade mostra – com clareza induvidosa – que a ambição agrega dominação e exclusão, sendo a fonte da estrutura piramidal na qual a base trabalhadora, inculta e sofredora, sustenta a elite que a desdenha e espolia.
Não importa o tempo. Conquistas já não são por território, mas por poder.
Os campos de batalha são todos os lugares. Todos lutam contra todos e, embora os objetos e objetivos possam ser diversos, nada há que justifique o conflito – as guerras, forma grotesca e insana de imposição da vontade de uns sobre outros.
Homens do meu tempo! Atentem para o véu que encobre a Verdade. Não permitam que heranças daninhas recriem inimigos, entorpeçam corações ou os disponham a compactuar da insana realidade deste mundo, pois é esse o exato objetivo dos seus “senhores”, cuja "criação" tem por fim, único e exclusivo, controlar para subjugar, separar para vencer.
Que mais há a dizer?
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terça-feira, outubro 29, 2013

Divindade

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Divindade pode ser entendida como Divina Identidade, Consciência Suprema da qual somos Centelha – parte integrante, imagem, semelhança.
Blásfema é a sua referência aos deuses – e semideuses – cultuados desde tempos antigos, por serem meras criaturas, origem da idolatria e do antagonismo, o que revela a sua nada divina natureza.
Afronta à Verdade aquele que nega, confunde, deturpa e mistifica a condição ímpar, única e perfeita do Criador – e por isso são pessoalmente responsáveis.
Ainda que raças tenham evoluído tecnológica e mentalmente não serão, por isso, divinas – como pretendem fazem crer alguns àqueles menos favorecidos de entendimento.
A consciência está na atenção – a quem tem olhos para ver e ouvidos para ouvir – e na distinção entre o que É e o que é imposto que seja – pelo $istema que envolve, alicia, segrega, subjuga e mata – o corpo.
Ter consciência é assumir a responsabilidade por tudo o que se acredita e começar por si as mudanças que pretende ver no mundo (MG).
É chegada a hora de decidir: manter ou mudar. Permanecer escravo ou deitar por terra as invencionices, manipulações e apostasias que tornam cativos os povos da terra.
É tempo de despertar. Momento de vencer o medo e desfazer padrões de conduta – inoculados – que mantêm a Humanidade refém do arbítrio, da soberba, da ganância e da insanidade cruel dos Senhores do Mundo.
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segunda-feira, setembro 09, 2013

Nada

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O que altera o consciente coletivo?
Poder de persuasão de pessoa ou fato?
Quanto se diz que seja essencial e verdadeiro?
Quanto se crê do que é manifesto?
A humanidade tem uma história, um destino a cumprir, embora não saiba qual.
Os diferentes níveis de consciência padronizam a todos, relativa e indistintamente.
Não basta que sábios revelem saberes, importa o exercício dos quereres.
O tempo não conta, porque infinito - a todo momento podemos adequar a razão.
Os atos são a realização dos pensamentos, na exata proporção de cada entendimento.
A Verdade se consuma na vivência do que o coração alcança.
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Namaste
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quarta-feira, agosto 21, 2013

Deus

Meu caminho e consciência
Minha razão e coração
Minha aparência e conteúdo
Meu compromisso e libertação
Minha palavra e meu silêncio
Minha certeza e perdão
Meu presente e eternidade
Minha essência e meu Ser
Minha verdade e existência
Assim seja agora e sempre
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terça-feira, junho 11, 2013

Ter

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Se uns não tivessem tanto muitos não seriam miseráveis.
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Haveria mal no mundo se dele retirássemos o homem?
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Papo ‘cabeça’?
Então, não é bem mais simples ser simplesmente humano?
‘Curtir’: mesa de bar, carnaval, futebol, corpos sarados... perfumaria em geral.
É tão comum – habitual – ouvir: “Erro como todo mundo, afinal sou ‘humano’!”... e ainda: “Me aponte alguém que seja perfeito!”.
Todos somos. Basta uma análise simplória do nosso corpo, da nossa mente e do ambiente em que vivemos, de onde saímos e aonde chegamos... e tentar imaginar além.
Não existe nada mais magnífico, infinito e divino do que o ser humano.
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A roda-viva cotidiana é síndrome de alienação.
O afã por ‘ter’. Qualquer coisa. Muito, muito além do necessário.
Ah! Mentes humanas, consumistas insaciáveis.
Quanto vazio é ter.
A realidade deste mundo é tal e qual uma alucinação e a humanidade segue os que seguem. Não sabe como parar. Em verdade, nem sabe que não sabe.
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“Ouvireis falar de guerras. Nação lutará contra nação e haverá fome e desolação e morte até os confins do mundo.”
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O que fazer para romper o padrão vigente?
Quem quer?
Quem faz?
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sexta-feira, dezembro 21, 2012

21.12.2012

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Quem acreditou no fim do mundo terá que se contentar com a continuidade de tudo o que havia e que permanece.
Frustrante?
Risível.
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sábado, novembro 17, 2012

Vida

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Quanto podemos realizar a todo instante?
Deixar fluir a verdadeira identidade.
Conscientes da existência e da coexistência neste espaço-tempo.
Das escolhas que temos e das que fazemos.
Das que devem ser mantidas e das que precisam ser refeitas.
A vida é só um momento.
Um átimo da eternidade.
Um ato de amor.
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quinta-feira, abril 05, 2012

?

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O que fazem as religiões do mundo aos homens e ao mundo?
Religiões que dizem pregar – propagar – a palavra dos profetas. Que falam de paz, harmonia, fraternidade, ...
Há as que cultuam deuses desconhecidos e executam cruzadas e guerras ditas santas – seguem medindo forças através dos tempos, revelando que o milagre – grotesco – de suas ações é a antítese dos seus sacros discursos.
Em nome da religiosidade constituíram-se correntes doutrinário-ideológicas pseudoreligatórias – ideais político-partidaristas profanos. Padrão-bandeiras de acorrentar homens!
Religiosidade não mistifica ou barganha graças – sem chance de farsa ou burla na eternidade.
A ideia – insana – de um deus cruel e vingativo, desprovido da mais elementar e singela nuança divina, reflete bem a própria condição humana, rudimentar e limitada, perpetuada no tempo pela força, ignorância e medo.
Afinal, a que servem as religiões do mundo?
Ao fim a que se destinam poderiam não existir, substituindo-as a ética, pura e simples, ateia e amoral.
E os religiosos? – O que fazem? – Promovem dita paz, harmonia e fraternidade?
Em todos os lugares veem-se igrejas e templos abertos a corações fechados – ‘Leio e interpreto, oro, mas não mudo. Sou como sou e minha verdade é minha guia. Mudem os outros, não eu!’ 
Assim, o mundo das fronteiras alimenta territorialidades, distingue raças e realça diferenças, induzindo – como não poderia deixar de ser – ao agravamento – fatal e inexorável – dos diversos conflitos – e interesses – humanos.
Por mais de dois milênios a regra de ouro foi abandonada... e ultrajada.
Amai-vos uns aos outros como eu vos amei!”
O que diz isso?
O que é preciso para a realização dessa verdade?
Quem faz?
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sexta-feira, novembro 11, 2011

11.11.11

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Hoje não é um dia especial, mas como outro qualquer – data impressa no calendário dos homens.
Em realidade, ínfimo momento na infinitude da eternidade – em que realizamos a nossa verdade, por vontade, do jeito que acreditamos ser.
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Não mistifiqueis filhos dos homens, porque nada há que seja oculto.
Não atenteis contra a Verdade, porque Ela se fará ver aos olhos sãos.
Não iludais vosso semelhante – para fazer crer que sabeis mais – porque o engano mostra que nada sabeis e que só a vós iludis.
Não acrediteis em místicos povo meu, porque não resta dúvida quando a Verdade se impõe.
A razão anda contaminada pelo excesso de informações - e desinformações -, assim, não detém lucidez para discernir ilusão de Verdade.
O coração está fechado, pela quebra de confiança, pelo desamor, assim, não percebe – ou acredita – que a Verdade encontra-se bem diante de todos os olhos, permeando a ilusão.
Nada há hoje que não tenha havido sempre e este é mais um momento pleno de oportunidades em que pensamentos e ações tornam-se realidade.
Aos puros de coração, melhor pensar bem no que pensar... e no que fazer.
Quem tem ouvidos de ouvir que ouça.
Quem tem olhos de ver...
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quinta-feira, outubro 27, 2011

Caos

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A cada fato, guerra, cometa, terremoto, a cada momento lembram os apocalípticos que o fim do mundo está perto, e embora sem a certeza de quando será, é fato que tudo o que tem princípio termina, logo, a todo instante pode ser chegada a hora.
Mas, antes de pensar no mundo e no seu fim, vemos seus habitantes – humanos – trilhando caminhos temerários, sombrios, materialistas.
Crescimento populacional e desigualdades sociais agravam a violência que alarma, sistema que abisma a distância entre a base e o ápice, diferencia semelhantes, faz do homem, sim, lobo do homem.
Sete bilhões somos. Um bilhão de famintos. Dois bilhões de miseráveis. Quatro bilhões de operários – laboriosos. Alguns milionários. Uns poucos multibilionários – e dentre esses os donos do mundo e do destino dos demais.
A pirâmide social representa modelo faraônico-moderno fragmentado, já incompatível com a atualidade e as necessidades e anseios dos povos. Insustentável edificação – ficção – ruinosa. Cairá certamente, como os demais modelos ruídos.
Em todos os lugares e momentos os movimentos de massa registram a insatisfação crescente e sem controle, maior parte sem-nada, estampa-se o clamor dos sem-apoio e sem-amparo, dos sem-esperança em outra forma de mudança que não o arrebatamento, o dilacerado romper do que não se suporta, nem se sustenta, e ainda que se exponha à morte, antes esta do que as dificuldades e impossibilidades de sempre, da voz que não se ouve, do grito contido, do peito oprimido, dor sufocada transmutada em lágrimas.
O que faz o homem no paraíso?
Já não adianta fazer de conta que não se vê o que se passa, ao lado e ao largo, a estabilidade instável joga como as placas sob a superfície, desequilíbrio que sugere o caos, recorrente e certo, questão de tempo, apenas.
Dizem uns, que é preciso pensar nos bons, nos pobres, nas crianças, nos idosos, certo, outrossim, que precisamos pensar nos homens – e mulheres –, na possibilidade de fazer algo – novo? Lúdico? Vontade para recriar cultura, humana, refazer a história, por outros meios desfazer a crença – insana – de que uns sejam mais e outros pouco, ou nada, baixar à guarda, deixar as armas, atentar à vida, abrir o coração, estender a mão, ao irmão, porque é isso o que somos, todos, apesar das mentiras atávicas remanescentes da cultura das cavernas.
O planeta azul e branco que flutua no infinito é o paraíso criado para a existência humana, recriado purgatório para a expiação individual e coletiva.
Por que o homem se trata tão mal?
Por que não se respeita e aos demais?
Por que não admite que sofre e se redime?
Por que não acolhe o semelhante como a si?
Por que não vê que aqui se pode tudo, de bom, e que o mal é uma disfunção e uma inversão de como ser e viver?
Por quê?
Porque – sinceramente – não se conhece e não se vê, não reconhece merecer amor verdadeiro, por isso se permite sofrer, reciprocamente.
A cultura, ainda, formata a mente em padrões, estereotipa, distingue, segrega, beneficia e pune, forma o homem 'sócio-adaptado', em castas, define conformados-resilientes, contestantes-revolucionários e revoltosos-obstinados, dentre outros, vários, num universo infinito de pensamentos e ações, que perfazem a realidade estampada no cotidiano.
Vivemos a cultura material da felicidade, que fomenta a ideia de que a felicidade está nas coisas, tem valor e, portanto, pode ser comprada, e que essa tal felicidade, ainda que subjetiva e impalpável, se encontra em algum ponto impreciso entre a dúvida e a certeza, a segurança e a liberdade, inacessível, intangível, inimaginável.
O homem está doente e cada dia mais solitário. Pessoas buscam-se incansavelmente sem encontrar-se. Os distantes sonham aproximar-se e os próximos querem distância. Todo mundo se vê e pensa em si, quer para si, mas poucos – bem poucos – se dispõem a doar.
Diz-se que o mundo está um caos.
Caos é prenúncio da transformação, faz parte da eterna perfeição do Criador, que não permite que nada permaneça e que tudo se renove... eternamente.
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sexta-feira, julho 15, 2011

Fremir

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Terra fremente. Tremor intermitente. Move terra e mar e gente.
O que está dentro é o que há fora e o que acima há abaixo está.
O que somos é natureza. Mundo. Universo. Tudo.
Realizamos sonhos. Somos pequenos grandes seres – divini hominis.
Imagem e semelhança.
Espírito.
Santíssimo.
Amém.
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terça-feira, março 01, 2011

2011

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O tempo passa... inexorável.
Escolhas sucedem-se... alternativas.
A vida segue em si... alheia ao que não é.
A realidade é o imutável... o mutável perece(rá).
Isso (aqui) é o sonho possível... impossível não sonhar.
O amor é a verdade e a vida... o caminho e o caminhar.
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Namaste
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sábado, outubro 02, 2010

Ousar

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Querer é poder e todo poder é nosso e para nós.
Ousar é fazer simplesmente – e não se importar se os outros fazem –, é acolher com sorrisos largos os juízos – juízes – de valor.
Para isso, é sempre bom ter em mente que: se julgo não sou inocente, se tomo conta da vida alheia não cuido da minha, se ando a olhar para os lados – e para o passado – não vejo aqui e nem adiante, se falo não escuto, se me apego não me liberto, se...
Ousar é poder tornar real a utopia, cuja existência vem da vontade – de realização do Ser – consciente e manifesta na livre condução de nossas vidas.
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sábado, setembro 18, 2010

Consciência

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O que dizer?
Aceitar, simplesmente, que se acredite no que quiser – porque assim é pra cada um e assim seja?
Olhando nos próprios olhos e fixando a alma além-corpo percebemos a consciência que É – além-razão.
'
Meu semelhante é meu reflexo.
Se sorrio ante o espelho a imagem me sorri – e mostra quem sou.
Nossos pensamentos e nossas atitudes – responsabilidade pessoal exclusiva – determinam o nosso caminho e o nosso caminhar.
'
Fazemos igual aos outros e eles a nós. Afinal, somos semelhantes.
Esperamos que façam diferente para que, então, mudemos nós?
E se fizermos sem esperar que alguém faça diferente primeiro?
E se fizermos como alguns – poucos – e encontrarmos o que encontraram?
E se...?
'
Se se acredita que podemos limitar o Ser, digo: Sim. Esse é um direito inerente ao livre-arbítrio - que, aliás, corresponde ao padrão humano desde as cavernas, a par de todas as conquistas.
Homem-corpo, e mulher-corpo também, isso é o que a "cultura ancestral" tem feito do homo sapiens sapiens
Mas, se pensamos - por algum acesso de inconsciência ancestral e profundo - que podemos anular nossa condição "divina", a resposta é, simplesmente: Não. Não se pode eliminar a energia criada - quem somos essencialmente - embora possamos alterá-la: condensá-la ou sutilizá-la, por escolha.
'
Consciência tem relação direta com “estado de atenção” e, por isso, pode ser observada, num nível de percepção personalíssimo e intransferível.
Tudo se realiza a partir da vontade: ideia, proposta, disposição, atenção, exercício... - ou não.
Shopping ou natureza? Multidão ou solidão? Exterior ou interior? Ego ou Ser?
Não se pode existir em dois mundos. Não se pode ter consciência e, ao mesmo tempo, se entregar ao arbítrio do imponderável.
Somos do tamanho que acreditamos ser. Portanto, a aventada distância entre "possibilidade" e "realização", porque se crê - assim - se faz presente.
'
O que está “errado”? O que é erro? Quem julga... e avalia? Quem tem tal poder e, mais, imparcialidade, equilíbrio, dom?
'
O estado de Ser muda sempre, como o mar, que nunca está igual e é sempre o mesmo... perfeito.
'
Consciência é ausência do estado de sono – cujo inebriamento não é inadvertido, mas provém da deliberada desatenção humana, ou melhor, do relevante desinteresse e da consequente - e evidente - indisponibilidade para o despertar.
'
“Cinema mental” é arte do ego no entretenimento pessoal. Ele é "o Mestre" do diálogo interno. Incessante, exigente, julgador, possessivo, egoísta por excelência, mas do encantamento também altruísta e generoso - quando convém.
O ego é "o Senhor" do apego - às formas do mundo, mantenedor plenipotenciário do status quo exclusivamente humano.
'
Contrariamente ao que se acredita - e prega, pode-se, sim, despertar do sono - cada um por si, quando quiser acordar, jamais quando alguém quer que acorde.
Esse é o “tempo de cada um”, que deve ser respeitado, em nome do Amor.
'
Se é chegado o seu tempo, acorde!
Se acordou, respire. Agradeça. Observe o Ser que É - que há, que faz inspirar, expirar, existir, viver, poder realizar, criar aqui e agora.
Olhe adiante, há um bom caminho até a iluminação. Melhor, então, ter sempre em mente que: Nós podemos tudo! Afinal, tudo é fruto da nossa vontade.
Podemos deixar pra depois, podemos deitar numa rede, ver o mar, pedalar, olhar as montanhas e as estrelas? – Sim. Perfeito! O que há de errado nisso?
O que é uma vida em face da eternidade?
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Pessoas nascem, vivem e morrem sem saber quem são. A quê existiram?
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O despertar é a experiência mais elevada pela qual pode passar a consciência humana.
A inconsciência é o único "pecado" que existe e a consciência, por sua vez, é a única virtude verdadeira. É o sopro evolutivo da alma que a impulsiona à conquista de valores cada vez mais sutis, num constante processo de aperfeiçoamento e equilíbrio.
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Despertar é o princípio, consciência e prática cotidiana da neutralização do ego. Exercício da humildade e da aceitação de si, do outro e dos acontecimentos. É o reconhecimento da unicidade que Somos. Exercício do perdão, que, enfim, é em si mesmo o próprio Amor, razão única e exclusiva da nossa existência.
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Como querer saber o que há por trás das estrelas se não sabemos sequer quem somos?
Tudo começa - certamente - pela vontade. Vontade sincera de desconstrução do(s) personagem(ns), do desfazimento de enganos e do refazimento de sentimentos, e, mais além, do exercício do desapego ao que é alheio ao Ser e a tudo o que podemos viver sem.
Sua execução deve ser inexorável, definitiva e irrecorrível.
O processo, cada um escolhe – por seu próprio querer.
O tempo, cada um define – mas, apenas, quando estiver pronto.
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O despertar é possível.
Libertar-se é possível.
O portal que leva ao fim da ilusão - e ao Princípio da Verdade - está bem diante dos seus olhos.
Vem criança, acorda!
A luz da consciência brilha mais do que o sol do mundo... e ela É Você.
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segunda-feira, agosto 02, 2010

Educação

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Por que a humanidade é como é e por que do atual estado de coisas?
Simples saber.
O mesmo modelo que estimula a superação fomenta a desigualdade – promoção de ideais de conquista e propositais limitações de execução.
Por que desenvolvemos projetos e ações dignos da infinita maravilha humana, ao passo que participamos – ou nos omitimos – da segregação e jugo e morte do semelhante e – porque não – do planeta?
O homem divino – feito à imagem e semelhança – é também desumano? – Cruel assim, você e eu e todos?...
Essa tal dualidade é então... insanidade?
Cultivamos – por herança atávico-cultural – forças determinantes do visível – e terrível – equilíbrio instável do $istema?
E – pra isso – temos que suar pra viver e lutar pra morrer? – É difícil crer?! – É demais ver que con-tri-bu-í-mos para a $ua perpetuação?
A quem interessa esse estado de coisas?
Porque jogam o jogo do poder desempregados e intelectuais e burgueses e campesinos – em favor da (psiu!) “aristocracia político-empresarial neo-republicana”, que tem por sustentáculo tríade inquebrantável – dogmas do modelo autossustentado: o pecado mortal, o princípio da escassez e o PIB.
A busca da plena – e etérea – realização conduziu o homem até aqui.
Viajamos no espaço. Conhecemos o interior das células e o movimento das partículas subatômicas. Teletransportamos som e imagem em tempo real – e por certo em breve viajaremos por através da matéria – do inimaginável. Salvamos vidas. Criamos vida. E a destruímos?!
Como assim?
Qual a solução para essa humana(?) e recorrente contradição?
Só uma há e pode haver: educação.
Por que se limita o homem? – Por falta de... educação de berço, de trato, de fato, de direito, de carreira e academia.
Educação Moral. Ética. Cívica. Geral. Pessoal e coletiva.
Responda rápido?
Por que se engana e cobiça e trai e sofre e mata? – Por ignorância... e medo. Pelo desconhecimento total e absoluto da razão de Ser e estar – aqui e agora. Falta educação. Orientação. Amor. No mundo. Em nós.
A quem interessa um povo conduzido pelo indutor televisivo globalizado, com suas imagens e sons impregnados de (pré)conceitos e julgamentos – egolatria – a ditar normas e induzir padrões?
Senhoras e senhores, eis que abrem-se as cortinas e revela-se o espetáculo! – Já que não se oculta o sol com uma peneira e tampouco a Verdade de olhos e corações atentos.
Se a família não educa o Estado pune. Sem compaixão!
Se a sociedade aceita a não educação – ou a forma precária e mercantilista ofertada – como parte da cidadania, quem vai dizer que precisa ser diferente, não é mesmo?
Só não se pode olvidar que a educação minimiza distâncias, aproxima – e une – desiguais, agrega conhecimento, permite experimentar, realizar, renova, liberta, ..., promove a inserção, a comunhão e a paz.
Educação é pensar por si no todo. É crer na fraternidade, no desenvolvimento sustentável, na justiça e na paz, pessoal e social. É amar o semelhante como a si mesmo.
Educar é realizar a divina consciência no caminhar da humanidade.
A cada escolha um resultado.
Escolher é preciso.
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quinta-feira, maio 13, 2010

Realidade

Toda matéria tem princípio e fim.
Assim, toda ilusão inicia e termina.
A Verdade contempla apenas a Realidade.
Ser-Existir. Amar-Criar.
Cuida ao corpo e exalta a alma, pois que ele a ela serve.
Ele nasce, cresce, envelhece e morre.
Ela é consciência infinita do Espírito Eterno que Somos.
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domingo, março 14, 2010

Razão

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Razão que cria e elabora... emoções.
Razão que é vivência... aprendizado pessoal.
Tem aquele que chora quando cai – ai... cuidado!
Tem o que cai e sorri – e todos acham graça.
Há também os que sequer percebem que caem – estranho(?).
As experiências formam o homem... e a mulher.
As emoções são a síntese da apreensão e da organização racional dos fatos... vividos... per-so-na-lis-si-ma-men-te.
Sorrir é bom... sofrer não é.
Mas, então... por que se sofre?
O que faz feliz e triste... de verdade?
Vale Pensar?
Pense!
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quinta-feira, março 11, 2010

Anjos

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Abençoados Anjos de Luz que acompanham meu caminhar neste espaço-tempo, que compartilham idéias de outro mundo - além do que os olhos vêem.
Abençoados os que simplesmente acham diferente - ou engraçado - que alguém possa pensar em algo além do que se pode ver, provar, tocar.
Abençoados também os que sequer sabem que existo, porque são luz - ainda que ignorem isso.
O tempo aqui se conta, não pelas horas e dias dos calendários do mundo, mas pelo aprendizado conquistado, pelos obstáculos superados, pela disposição para a Vida, pela disponibilidade ao Ser que Somos.
Agradeço às mensagens recebidas - escritas, verbais, sensoriais. Cada uma, a seu modo, um raio de luz, um toque de carinho, um gesto de Amor.
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domingo, janeiro 10, 2010

Amor

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Gira o mundo... correm os homens... estressam-se – todos.
Afinal(?)... o colapso.
Um nada(?) detonará o $istema... e aí... o homem parará... olhará ao redor e se perguntará por quê(?)... por que tinha que ser assim?
Mas, é claro que tinha que ser assim. Esse foi o caminho escolhido – pós-revolução industrial: produção e consumo.
A economia governa o mundo. Determina quem tem muito ou pouco, quem come bem e quem não come. Rege interesses – vários. É poder e manipulação e...
Para uns, mais vale uma guerra que alimento – afinal, alguém tem que morrer, para que outros sobrevivam(?).
O caminho da força – bruta – não alcança o bem-estar e a paz, mas oposição e dor e sofrimento e morte.
O poder de controlar – e eliminar a tempo e modo – não encontra conciliação.
O aparente equilíbrio do mundo vem se desfazendo a olhos vistos.
Miséria – por todo o planeta – sintoma evidente da desigualdade e do abandono, do egoísmo e do desamor.
Violência – Palestina, Afeganistão, México, Iraque, Sudão, Brasil,... – efeito do desequilíbrio social, da soberba de alguns, da desproteção de muitos, da falta de afeto e segurança, da escassez de trabalho e respeito, da carência de bom-senso e sanidade.
Opressão – autoritarismo, sectarismo, militarismo, determinismo – exercício de indução e dominação – pela sedução ou pelo regular exercício do poder e medo.
Um $istema que se sustenta na produção e no consumo – humano –, fatalmente, gerará riqueza e miséria, e, assim, desigualdade e insegurança e violência e fome e medo.
A quem interessa isso?
Num mundo no qual se trabalha tanto, produz-se tanto, consome-se tanto. O que se faz com tudo isso? Aonde se chega assim?
Corre-se tanto e sorri-se tão pouco. Angustia-se tanto e...
Há felicidade – real – nessa forma de ser e de viver?
Parece – mesmo(?) – estar faltando algo grandioso – maior do que o homem –, para que consiga tirar os olhos de si – dos seus – e fite as alturas. Algo que faça silenciar sua mente – tão produtiva quanto insensata. Algo que o faça calar. Ajoelhar – a todos e ainda mais àqueles que não querem ouvir.
O mundo segue no sentido do caos – e o poder fomenta o desequilíbrio e o terá – sempre e mais.
O tempo tem dado sinais.
Os fatos são claros sinais.
A água inunda.
A terra treme.
A natureza mostra sua força e ao homem sua grandeza e pequenez.
O presente chama a atenção para o que está por vir.
A eternidade clama.
O Amor é o único caminho – e também Verdade e Vida.
Um tempo... dois tempos...
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quinta-feira, dezembro 31, 2009

Princípio

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O tempo é só um instante e o momento é de reflexão.
Não basta jurar, importa proposta - mudanças carecem de disponibilidade, aplicação e vontade.
Sem mudança não há resultado diferente e todos são um só.
O que é viver?
E ser feliz?
Em verdade, nem num dia e nem em um ano - ou muitos - se refaz o destino sem atitude - na escolha do caminho criamos também os elementos necessários ao inerente aprendizado e a atitude - ação ou omissão - é o diferençial para o encontro - e manutenção - da felicidade.
Alcançamos o último dia, do penúltimo ano, da primeira década, do primeiro século, do terceiro milênio d.C.
Adentramos o eterno princípio da era das mudanças inexoráveis - da luz na terra. Redenção dos infiéis. Verdade e libertação.
Paz às almas de luz e aos corações de boa vontade.
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sábado, dezembro 12, 2009

Aniversário

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Agradeço - sempre - a atenção, o carinho, a oportunidade - criada - de existir - respirar, atentar, escolher.
Nada além, tudo a realizar, aqui e agora, eternamente.
De tudo que há só o que vale é o quanto se faz bem - à alma.
O que faz bem a mim pode se propagar, porque ilimitado, infinito, e doável, permeável, partilhável - de verdade.
A crença no "merecimento" - divino(?) - leva à premissa de não sermos merecedores - o suficiente - de tal e qual dádiva.
É bom lembrar, no entanto, que cada um vive as próprias escolhas, sonha e realiza sonhos, desenvolve um ou o seu dom, mas não há um sequer que não seja a graça, a plenitude e o poder de Ser.
Como escolher?...
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De coração.
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quinta-feira, dezembro 03, 2009

Querer

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Cada um é o que é e tem o que escolhe.
Cada um se sente seguro – ou nem tanto – de si, caminhando pelo caminho mais marcado, de todos – ou quase –, que leva sempre ao mesmo lugar – ao fim do mundo.
Cada um acredita em si – e só em si – e não abre mão de suas algumas e incertas verdades (meias?).
Aqueles que vieram para seguir seguirão – basta uma bandeira.
Aqueles que vieram para ser seguidos não são reconhecidos ou vistos – são “descrentes demais” para serem ouvidos. Se o mundo fosse como “eles dizem”... ai ai... nem quero imaginar como seria. Se fizéssemos só o que queremos fazer... sermos livres? ... ah! Isso não existe. Tem doido pra tudo neste mundo.
Ahã.
Tem de tudo aqui.
Tem – primeiro – um mundo cheio de coisas. Úteis e fúteis, coisas – alimento dos olhos e fruto da insaciabilidade.
Tem gente com tudo de bom e tem gente que nem tem... nada.
Tem esquilo... lindo, né? – Tem cascavel, tubarão, vespa, ...
Tem saúde e doença – que criamos, claro, como tudo mais.
Mas há “equilibrantes sociais”: carnaval, futebol e novela – política e guerras à parte – “a vida como ela é”. Alienantes mantenedores do padrão de consciência humana mais e mais globalizada. Hipnotizantes. Zumbizantes. Horrorizantes.
Seria trágico não fosse cômico - risível aparência de realidade.
De um lado o impressionante “poder” do $istema. Digno de um mestre na arte de seduzir e submeter. “A arte da guerra”.
De outro, a certeza de que tudo – aqui – é apenas um pequeno pedaço de um infinito todo – magnífico e perfeito.
O valor real desse mundo é o aprendizado – relembrança – o quanto nos superamos e realizamos na condição humana e o quanto nos desapegamos e evoluímos exercitando a consciência do Ser que Somos.
Sempre podemos acordar do sonho – e querer é uma escolha a se considerar.
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quarta-feira, novembro 04, 2009

Escolhas

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Há coisas com as quais – parece – não nos acostumamos.
Há outras que – parece – não conseguimos viver sem.
E, além, há aquelas pelas quais nossa alma anseia – como se houvesse uma realidade por trás dos sonhos, tangível.
E não há?
Estar aqui agora é percorrer o tempo no espaço mundo.
É crescer, realizar e, de tudo, tirar aprendizado – viver.
Porque tal acontece?
Como, se não há acaso?
Quem escolhe?
Eu?
Exatamente. Eu escolho e... faço acontecer.
Mas, porque não acontece tuuudo o que quero?
Porque não acerto na loteria ou encontro minha alma-gêmea ou...?
Simplesmente, porque não podemos escolher tudo, apenas isso.
Assim como não podemos comer ou beber tudo ou ter somente calor e noite e primavera.
Porque – aqui – tudo tem limite – e tudo alterna e passa.
É assim nos espaços-tempo – onde impera a relatividade.
É assim a realidade daqui – com os dois lados da moeda(?), lembra?
Então, o que fazemos com nossas escolhas é problema nosso – ou solução, à escolha.
Escolhemos agora para logo e também para depois.
Escolhemos antes o que temos.
E antes ainda o roteiro que cumprimos.
Há escolhas que não são nossas – ainda que queiramos que sejam, mas, sinceramente, não constam do roteiro original e. (ponto)
De onde viemos – consciência plena – não nos preocupamos com aparência – é a essência que interessa... e o aprendizado subjacente, o mais é existência.
O quanto somos alma sendo corpo.
O teste do desapego ao alcance dos 5(?) sentidos.
Amar a par de tudo o que parece contrariar.
É um exercício e tanto.
Respirar, atentar, perceber... momentos, ações, reações.
Observar-se atento – no exato presente.
Perceber o quanto tudo é risível.
Apenas formas, energia e movimento e equilíbrio e perfeição.
Simples assim.
(?)
Metafísica é pensar. Elevar o nível de consciência até Nos ser revelado Quem Somos, o que fazemos aqui e para que serve tudo – o que percebemos e o que – ainda – não conseguimos alcançar.
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sábado, agosto 15, 2009

Sem julgamento

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O individualismo do mundo é nosso.
Somos o consumo - desmedido ou nem tanto – porque partes desse todo.
Em Verdade, aqueles q acreditam poder mudar o mundo q façam diferente ... sem julgar os demais ... sem esperar q algo lá fora mude ... de acordo com as próprias expectativas.
Cada um tem o seu próprio destino ... e tempo ... mas nenhum deixa de Ser ... por um instante sequer.
Não estamos sozinhos ... Somos Um.
O único compromisso aqui deve ser com a Verdade. Disponibilidade para Ser ... além dos interesses inconstantes ... dos desejos passageiros ... além do corpo ... do espaço ... do tempo ...
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Namaste
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terça-feira, maio 05, 2009

Caminho da paz

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- Ser a certeza em cada ato – respirar consciente.
- Fazer – Ser – a harmonia aqui e agora.
- Acreditar que não há melhor nem pior.
- Manter o coração liberto – a mente sem julgamento.
- Distribuir alegria – benfazeja e salutar.
- Amar – o amor incondicional.
- Meditar – no silêncio encontrar-Se.
- Crer no retorno pra casa – donde nunca partimos.
- Livre das amarras do mundo se pode Viver – Realidade Viva.
- Aceitação é compreensão - não-reação.
- Paz é silêncio.
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quinta-feira, abril 23, 2009

Se

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Nada vem de fora - ainda que assim pareça.
Não importa quão bonitas e interessantes sejam as formas - imagens, palavras, sons, ... - se não há ressonância nada representam. De nada servem, tampouco, se não nos levam a observar, aceitar, mudar, evoluir.
Se não nos fazem bem, se não nos tornam melhores, se não trazem felicidade ao coração, pra que servem então?
Não há realização sem ação.
Não há busca sem realização.
Não há existência sem busca.
E nada há sem existência.
O tempo é aparente - compõe com o espaço a ilusão daqui.
Passado tem função específica: lembrar o que nos fez - e faz - felizes - ou nem tanto - e mais, o que precisamos fazer para superar o medo que foi - mas que persiste - e alcançar a paz - felicidade eterna.
Crer no temor reverencial, submisso e resignado é limitar o Ser.
Somos, sim, senhores dos nossos pensamentos, logo, de todos os sentimentos, emoções e ações resultantes. Somos, pois, causa e razão da doença e da saúde - mental, física e espiritual.
Passado é - serve apenas como - referencial do que apreendemos.
O que fazer - de novo e de novo – e o que não fazer jamais - ou sequer pensar - pena de sofrer, inevitável e indefinidamente.
Em verdade, nada aqui merece sofrimento, porque tudo serve - apenas - ao aprendizado.
Tudo passa e assim seja, para que - livres da ilusão do mundo - alcancemos o Céu - coração em paz e consciência e luz.
O tempo aqui é curto - o suficiente - para o cumprimento de nossa missão - destino a que nos propusemos antes do esquecimento.
A memória custa a lembrar?
- Ahã. Mas lembra, quando a vontade supera o sono e o medo de morrer e de Viver.
Futuro não é planejar, projetar, expectar, mas buscar - agora e sempre e incansavelmente - o quanto temos ainda a aprender - refazer.
Presente é Viver como pensamos, dizemos e mostramos Ser.
Nada de nada serve se a proposta é a de permanecer na mesma.
Nada de nada serve se não liberta a alma da crença de sermos humanos - exclusivamente.
Nada de nada serve se não enleva o Espírito - se não espelha na Criatura a imagem e semelhança do Criador.
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terça-feira, março 24, 2009

Vida e morte

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Pergunta que atravessa o tempo sem resposta:
– O que é Vida e Morte?
A que serve tudo aqui se a única coisa inevitável e certa é o fim inexorável de todo “vivente”?
Quem pode revelar o sentido oculto por trás da aparente realidade do mundo?
Peço sabedoria e humildade para fazê-lo, expor a luz que não se extingue e a Verdade que não se pode ocultar.
A Vida é anterior à forma – portanto preexistente ao corpo que acreditamos ser e ao mundo onde cremos estar.
Vida é consciência – energia que se “traduz” – aqui – em pensamentos.
Há dois tipos de pensamentos: natural e racional.
O primeiro vem da percepção, o segundo da razão. Esta – desde cedo – estabelece os (cinco) sentidos como meio capaz e determinante de formas estruturais personalizadas.
Ao pensamento personalizado “vinculam-se” sentimentos, que geram emoções, que resultam em ações – ou omissões.
A adoção de pensamentos de medo serve como elemento “impositor de limites”.
Desde bem cedo nos é “determinado” o que deve e o que não pode ser feito. O medo é, portanto, o primeiro pensamento “inoculado” nos seres humanos. Cuidado. Cai. Machuca. Morre. NÃO FAÇA!
O corpo “assume” as limitações que a mente propaga – em nome de sua proteção –, sendo a correlação pensamento-sentimento-emoção determinante da “forma de ver e perceber a realidade” e da diferenciação de características de “personalidade”.
A regra é alimentar-se de “pensamentos racionais padrão”.
Ser humano.
A lógica cartesiana do cotidiano se impõe em todos os segmentos da sociedade – cada vez mais globalizada.
O homem vê(?) – desde cedo – suprimida sua percepção – num mundo que oferece cada vez mais “atrativos” aos olhos atentos e cobiçosos.
A percepção humana torna-se, assim, tão limitada quanto tudo mais neste tempo-espaço, e, sem paradigmas de “antes” e “depois”, concedida está a permissão para que a mente crie seus próprios “referenciais”.
Afirma a razão: não há elementos que embasem a crença de existência além-mundo – sem nada anterior ao nascimento e posterior à morte –, levando a crer, equivocadamente, ser a “vida” “fim em si mesma”, quando, em Verdade, é simples meio entre o “estado” de consciência pura e plena e a prática da razão condicional corpórea.
O pensamento consciente – natural – é aquele em que a percepção “revela” a Verdade sem julgamento.
O pensamento racional é o que analisa e pondera e leva a conclusões padrão – aceitas por sua plausibilidade e eficaz comprovação de seus resultados.
A percepção foi – desde sempre – suprimida pelo racionalismo, pela necessidade de auto-afirmação, pelo egoísmo e vaidade, pela subsequente supremacia de idéias concretas sobre tudo aquilo que se desconhece e não se alcança pelo exercício da razão.
Assim, ainda que cientes da chegada e da partida, não há consciência sobre como “funciona” a Vida. Menos ainda “compreende-se” a Morte – “coisa esdrúxula” que põe em dúvida a perfeição da criação – e do Criador.
Um exercício, simples. Feche os olhos por um instante. Imagine que possa criar um mundo perfeito. Um mundo onde cada detalhe é harmônico e maravilhoso e delicioso e aconchegante e ... perfeito.
Abra os olhos. Mire-se no espelho. Perceba além dos olhos. Olhe o céu. Veja o planeta e sua diversidade. O Universo e seu equilíbrio dinâmico e infinito. Observe que tudo – absolutamente – é perfeito.
Acredite! A morte do corpo não significa fim – de coisa alguma.
Não há desencontro ou perda no Reino da Verdade. Não há que haver sofrimento ou dor – embora se possa “fazer” isso – como de fato se faz. Não existe luto no universo – nem fora dele. Nada justifica a dor “experimentada", exceto a necessidade – inescusável – de autocomiseração, corretamente considerada falsa-humildade e falso-amor, que serve apenas para manter o homem no mais obscuro labirinto emocional – e pessoal –, abandonado pelo seu deus no limbo de um mundo onde tudo o que seria divino passa a ser infernal, com a repudiada e inadmissível morte ao fim da estrada.
Ah! Se todos soubessem que a Vida permeia tudo, até mesmo a morte que se crê real.
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quinta-feira, março 05, 2009

Bem-fazer

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Olhando a humanidade do século XXI tentamos – com isenção – reconhecer algo que não a identificasse com o seu primitivismo ancestral.
Após centenas de milhares de anos, adiante das descobertas revolucionárias e ante o inestimável progresso científico e tecnológico, o homem não parece querer desvencilhar-se de antigos conceitos, semelhantes emoções e resultados comuns.
A quem interessa a atual ordem mundial – pessoal e coletiva?
Estranha-se que a humanidade – nós – alegue repudiar a guerra e as dores dela advindas, ao passo que as renova e mantém diuturnamente – sob justificativas injustificáveis –, deixando entrever interesses ... encobertos por razões surreais.
O homem exalta – mantém e alimenta – a condição de “mestre do faz-de-conta”.
Faz de conta que não vê – o que não interessa –, que não ouve – o que desagrada – e nada fala a respeito do que acredita não ser problema seu.
Falar o quê? Pra quê?
Melhor fazer – continuar fazendo – “vista grossa”, “ouvidos moucos”. Afinal, “isso” isenta de qualquer responsabilidade sobre a vida e a morte – dos outros. Não é?
Não. Em verdade, não é assim que as coisas funcionam.
Não somos responsáveis apenas pela “nossa pessoa” – pelo que dizemos e fazemos – ou pelos “nossos”, mas por tudo – absolutamente – que “colocamos em nosso mundo”, em nossa vida.
Somos a beleza que pregamos e também a feiúra que dizemos abominar – e que estampa-se – invariavelmente – bem diante dos nossos olhos.
Homem-apego: vive de futuro, de conquistas, de competição e cobiça e discriminação e violência – se for o caso – e ...
Homem-ego que vive os opostos do mundo. Alterna – dentre outros tantos – entre benevolência e malevolência, certo e errado – e – ainda assim – sente-se no direito de julgar os que ousam ser diferentes.
Atentemos para a cínica face do ego em sua renitente hipocrisia – ainda quando silente –, manifestação mesquinha e ferina e prepotente e danosa que reflete o estado atual do homem – “homo mundanus” –, pretensioso e soberbo, diferenciado e “mais que os demais”, face velada – ou nem tanto – e distorcida da realidade. Hipocrisia: culto de corações néscios e almas insanas.
Não basta dizer: “eu não sou assim”, mas fazer diferente do que se “condena”.
Não basta não fazer o “mal” – a neutralidade é deveras cômoda –, mas importa fazer o bem.
O que representa o tempo do mundo em face da eternidade, quando o que realmente importa é – exatamente – o “fazer”. Fazer que revela natureza e estado de Ser.
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